domingo, 14 de março de 2010

Sobre a Dança do Ventre


Dados verdadeiros e históricos sobre a Dança do Ventre são fragmentários, não há documentação relativamente sobre o trabalho e as atividades ao longo da idade da alfabetização. As teorias atuais sobre a história da Dança do Ventre são uma mistura confusa da extrapolação especulativa e dos preconceitos pessoais, e depois muitas vezes apresentada como fato histórico, há espaço para uma investigação mais rigorosa neste domínio.

Apesar da falta de informação histórica e precisa, alguns pontos estão de comum acordo, a dança do ventre como é conhecida hoje, é muito antiga ela mantinha ligação com a fertilidade e o erotismo, sendo um recurso indispensável nos casamentos em alguns paises do Oriente Médio e é realizada com a finalidade múltipla; como por exemplo de conseguir com que o noivo e a noiva (que podem ter acabado de se conhecerem) de se entrosar melhor com alegria e humor que a dança oferece, trazendo assim a benção da fecundidade ao casal e o entretenimento para os convidados.
A dança do ventre hoje é diversamente apreciada pela sua arte, etnia, beleza e o erotismo saudável e divertido. O repertório de movimentos da dança é um conglomerado de estilos de várias regiões do Líbano, África do Norte, Egito, Golfo Pérsico e Turquia como resultado do intercambio cultural historicamente através do comércio e do deslocamento das fronteiras nacionais, enquanto no Oriente Médio fazem distinção entre a dança da cidade “(palco de cabaré)” e a dança do campo (interior) a dança folclórica regional, os ocidentais usam o termo genérico de Bellydance a dança do ventre para se referir uma ampla gama de estilos unidos no uso isolado de certos movimentos, o mais importante e abrangente são os isolamentos de quadris, além disso o isolamento do tórax, ombros, cabeça e mãos serpenteando e ondulando o tronco que são encontrados freqüentemente na dança, outra marca incomum é um grau variável do flerte e da faceirice.

Os ritmos e instrumentos utilizados na dança variam de um lugar para o outro muitas das vezes com culturas semelhantes e ritmos em comum apesar das grandes variações regionais, mas independente da cultura todas dão ênfase a percussão. A dança do ventre é conhecida no Oriente como Raks El Sharqui, literalmente dança do oriente ou dança oriental, o termo corrente ocidental pode ser derivado do francês danse du ventre assim chamado pela exposição do diafragma, Raks El Sharqui na sua forma contemporânea são derivadas do baladi egípcio, imfluenciado pelo glamour de hollywood e a formação do balé ocidental por "Merilee Nugent by vênus".


Veronica Cabral é bailarina, professora, coreógrafa e percussionista internacional de danças étnicas, com ênfase em dança do ventre e danças folclóricas árabes em Mogi das Cruzes e Alto Tietê.

Os ritmos são muito importantes!!!

Quando nós dançamos, somos impulsionamos pela música, daí a necessidade de aprendermos a dominar e conhecer os ritmos em questão. No meu ponto de vista sobre a Dança do Ventre, digo que uma de suas belezas é justamente a harmonia entre a bailarina e a música, aonde nós não sabemos se a música sai do instrumento ou exala do corpo da bailarina, porque a perfeição é única: um dos pontos de grande importância em nosso aprendizado.

Costumo a dizer para minhas alunas que a beleza da dança em sí é o improviso, e o nosso extenso repertório de movimentos de nada vale quando o conhecimento das músicas e do ritmo não existe. Quando estudamos alguma música, observamos qual o ritmo de fundo e o seu segmento, quais são os instrumentos utilizados, os tempos que ela tem, as batidas graves e agudas, quantas frases e quantas estrofes; ou seja, a música como um todo. E a partir daí, começa todo o desenvolvimento de uma dança.

Vamos começar a ver a leitura rítmica, a partir de alguns dos ritmos primários:

- Baladi em 1 dum;
- Baladi em 2 dum;
- Whad wo noz;
- Malfuf;
- Soud;
- Ayyubi;
- Said;
- Masmud;
- Rush;
- Entre outros;

Por isso mulheres, não se apavorem na época de apresentação, simplesmente estudem a música e depois revejam, limpem e aperfeiçoem os movimentos. Não se esqueçam da expressão do sentimento e da graciosidade da dança. Beijos e "Good Luck"!


Veronica Cabral é bailarina, professora, coreógrafa e percussionista internacional de danças étnicas, com ênfase em dança do ventre e danças folclóricas árabes em Mogi das Cruzes e Alto Tietê.

20 Razões para se praticar a Dança do Ventre

ASPECTOS TERAPÊUTICOS:

- Familiaridade com diferentes estilos musicais e culturais;
- Renovação e aceitação do próprio corpo;
- Satisfação de atingir novos níveis de domínio físico;
- Desenvolvimento da coordenação motora;
- Desenvolvimento da consciência corporal;
- Melhora o eixo de equilíbrio;
- Ressalta a feminilidade;
- Aguça a sensibilidade musical;
- Eleva a auto-estima;
- Desperta a sensualidade saudável e a sensibilidade artística;

ASPECTOS FÍSICOS:

- Tonifica e enrijece a musculatura do abdômen, pernas, braços, costas e glúteos;
- Ativa a circulação sanguínea;
- Trabalha as articulações;
- Melhora o condicionamento físico;
- Proporciona a reeducação postural;
- Aumenta a flexibilidade e a resistência física;
- Auxilia no regulamento dos hormônios do aparelho reprodutor;
- Redução dos sintomas de TPM e das cólicas menstruais;
- Promove o relaxamento muscular aliviando tensões;
- Queima calorias e acelera o processo de emagrecimento;


Veronica Cabral é bailarina, professora, coreógrafa e percussionista internacional de danças étnicas, com ênfase em dança do ventre e danças folclóricas árabes em Mogi das Cruzes e Alto Tietê.